RELATÓRIO COMPLETO DA TRAVESSIA
SERRA FINA
Ø Período
da Viagem: 6 à 10 de Junho de 2012.
Ø Duração
da Travessia: 7 à 10 de junho 2012.
Ø Equipe:
1.
Fabio Paes Leme
2.
Alexandre Mendes
3.
Marcelo José
4.
Ulisses (PQD)
- Acampamentos:
- Montanha mais alta: Pedra da Mina (2.797m) – Quarta mais alta do Brasil.
1º Dia: Toca do Lobo (inicio da trilha)
2º Dia: Acampamento
Maracanã
3º Dia: Vale do Ruah (após Pedra da Mina)
4º Dia: Pico dos Três Estados
Ø Rota: Toca do
Lobo > Sítio do Pierre
Ø Dificuldade: Díficil
Ø Transporte:
Rio x Cruzeiro: R$39,80 (Viação Cidade do Aço).
Cruzeiro x Passa Quatro: Permanece no ônibus R$
15,90 (Viação Cidade do Aço).
Passa Quatro x Toca do Lobo: R$35,00 Sinai (não
recomendo).
Fim da Trilha x Rio de Janeiro: R$ 41,00 combustível
+ pedágio por pessoa (carro ).
O
INÍCIO
- Perdemos o
ônibus na rodoviária novo rio das 19h do dia 06/06 (quarta –feira). Ninguém
chegou na hora devido ao grande engarrafamento na cidade por causa do feriadão
de Corpus Christie. Parecia que não íamos começar bem mas demos sorte, ônibus
extra para as 20:40. 1º sinal
de que era para fazer a trilha.
- Chegamos na
cidade de Passa Quatro por volta de 1:50 da manhã, largados literalmente no meio da
estrada pouco iluminada , completamente perdidos entramos na cidade e paramos no único bar
que estava aberto.
-As 2:15 Tomando
uma cachaça artesanal e um frio muito agradável conversamos com o dono do bar
sobre como fazia para chegar na toca do lobo, onde seria o início da trilha. Por nossa “sorte”
encontramos um cara chamado Sinai, que já havia feito diversas vezes esta trilha
e falou que levaria a gente até lá por R$130,00 (2ºsinal). Tentamos negociar, mas não deu muito, única opção
aceitamos o transporte. Após algumas cervejinhas “nosso motorista” nos levou de
fusca até o local. (Sube a Serra, passa pela divisa de Estado e 7Km depois, em um local conhecido como bairro do Pinheirinho,
que vai estar do lado direito, em frente ao Armazém da CIBRAZEM é bem
fácil localizá-lo, ele está junto a Rodovia, do lado direito de quem vai para
Passa Quatro e do lado esquerdo p/ quem vem de P4), uns 20km de onde estávamos.
Entrando nessa rua seguimos em frente por uma uma estradinha de terra muito
ruim ladeira acima porém muito bem sinalizada.Caso se perca pergunte onde fica
a Fazenda Toca do Lobo que todos conhecem.
OBs: Éramos 4 com
mochilas de 20kg aproximadamente e uma estrada péssima depois da chuva.
- Após muitos
sustos, curvas fechadas, derrapadas e ladeiras muito íngremes, chegamos salvos.
-O percurso
inicia-se na fazenda Toca do Lobo (1570m) e fomos
deixados na boca da trilha.
-Procurando algum
lugar para montar acampamento subimos um pouco a fazenda e na boca da trilha
acampamos as 4h da manhã.
1º Dia
- Acampados e por
volta de 6:30 da manhã do dia 07/06/12, começam a chegar os primeiros aventureiros para
iniciar a travessia. Mesmo chuvendo, com o tempo muito fechado e sem previsão para
abrir, desarmamos o acampamento e iniciamos a trilha as 8h.
- Não começamos
bem, nos perdemos bem no início da trilha. Passamos por dois caras acampados em
uma gruta bem parecida com uma Toca (deve ser por isso que se chama Toca do
Lobo) e passamos direto voltamos e perguntamos aos caras que nos disse
que a passagem se dava em frente a gruta, atravessando o rio à direita, mal
sabíamos que iríamos encontrar com eles durante todo o percurso e em todos os
acampamentos. Em 10 minutos de subida bem íngreme e mata fechada, a vegetação
começa a se abrir possuindo apenas arbustos pequenos, grama e rocha, começamos
então a subir as cristas das montanhas. Desde então já vimos como seria nosso
ritmo, Marcelo José começa a ficar para trás desacelerando o grupo.
-Até então o tempo
muito fechado, começam-se abrir as nuvens e a neblina mostrando algumas de suas
belezas. Montanhas por toda a volta, umas mais baixas outras mais altas sendo que essas mais altas nós íamos passar por elas.
-Mais 15 minutos de
trilha passamos por um grupo de 3 pessoas, Henrique, Valter (o velho) e Leo e
que acabamos acompanhando pelos 4 dias de travessia mantendo nosso rítmo.
-13:50 demos
retomada a caminhada. Sobe e desce, escorrega, encharca o pé, suja mochila e a
mão e seguimos em uma subida muito forte para o Capim Amarelo onde chegamos em
25 min o que era menos de 100m. Todos dizem que a vista é muito bonita mas não conseguimos ver nada por
causa do tempo.
- Resolvemos não parar por ali e continuar a
caminhada. Tivemos que ir em um ritmo mais lento pois estávamos perdidos e não
sabíamos por onde começar a descida. Nosso GPS mostrava a direção do próximo
ponto e não o trajeto que teríamos que percorrer. Fomos descendo na sorte
somente com a direção e logo em frente encontramos totens de marcação. Perdidos
novamente nos encontramos sob árvores e pelo meio de taquarais... o GPS mostrava que
faltavam 90m de distância mas não encontrávamos a trilha de jeito nenhum,
tivemos que dar uma volta nos arbustos a esquerda e subirmos uns 5 min de pedra
para podermos achar o camping “Avançado”. Achamos melhor tentarmos o próximo e
as 16h chegamos a acampamento “maracanã”. Com fina chuva e muito frio, montamos
a barraca e arrumamos o equipamento. Alguns minutos depois chuva forte e um
problema... goteira na barraca... com ajuda de São Pedro a chuva parou em pouco
tempo e colocamos um poncho sobre a mesma permitindo tranquilidade a todos na
barraca. Dormimos por volta de 18h, eu, Alexandre e Marcelo em uma e na outra
barraca PQD e la se foi o primeiro dia de caminhada... chuva fina mas muito frio e úmido.
2º Dia
No 2º dia, o sol resolveu aparecer bem cedo...grande ilusão, em pouco tempo as nuvens apareceram juntos e o céu ficou fechado em pouco minutos, não deu nem tempo para secar as roupas. Partimos as
8:30 no meio do matagal molhado, iniciamos a subida a Pedra da Mina. Em uma
trilha bem tranquila e sem problemas com marcações chegamos a parte mais alta.
Por volta de 13h encontramos o riacho na qual paramos para reabastecer nossa água e
almoçar, nosso retorno foi antecipado devido a chuva e vento forte, o matagal alto e cortante logo logo se transformou em um terreno bem rochoso e de vegetação baixa. Dele mais 50 minutos e chega-se ao Cume da 4ª Montanha mais alta do Brasil. A
trilha vai por cima da crista desse morro passando por seus inúmeros cumes(com
exceção do último) do qual ela se desvia em direção ao destino do segundo dia. Neste pequeno trecho aconteceu uma dos momentos mais marcantes da travessia, uma tempestade de vento e chuva chega no momento da ascenssão. Mesmo com a capa de chuva, todos estavam encharcados pois o vento não deixava nada parado, em diversos momentos tinhamos que esperar o Leo que havia torcido o tornozelo e caminhava lentamente, em cada pausa era uma aventura, os dedos congelando, boca roxa de frio e o corpo tremendo incensantemente. A chegada ao cume foi marcada pela escrita do livro pelo próprio Leo e uma rápida parada para ganhar fôlego no ponto de acampamento do Pico, com pedras fixadas feito muros de rocha com altura de meio metro aproximadamente. Toda a descida foi marcada com tótens grandes e cautela devida a umidade da rocha e angulação da pedra. O grupo se adiantou enquanto fiquei acompanhando o Leo, neste trecho aproveitamos para tirar algumas fotos pois a tempestade ja tinha passado e somente neste momento podemos visualizar a cadeia de montanhas gigantesca que havíamos passado.
Com a parada da chuva, podemos descer tranquilamente, voltamos a tirar fotos do local e chegamos no nosso ponto final para acampar, o Vale do Ruah. Local totalmente encharcado e trechos isolados como se fossem "ilhas" feitas para pernoitar. Montamos a barraca, lanchamos e dormimos os 4 juntos... frio demais!!!!
Com a parada da chuva, podemos descer tranquilamente, voltamos a tirar fotos do local e chegamos no nosso ponto final para acampar, o Vale do Ruah. Local totalmente encharcado e trechos isolados como se fossem "ilhas" feitas para pernoitar. Montamos a barraca, lanchamos e dormimos os 4 juntos... frio demais!!!!
3º Dia
Energia recarregada começamos a descida...pqp!!! que pirambeira...rsrs...estávamos parecendo cabritos descendo de lado nas pedras... mas fomos na boa, e o Marcelo?? Está vivo ainda, junto com o Leo...rsrs.
Com uma subida final pra castigar e o sol de rachar, chegamos ao topo por volta de 15h. Vista maravilosa!!!! 360º de natureza e muita energia positiva. O pôr do sol foi aparecendo deixando fotos inesquecíveis... um Triângulo de ferro com 1,5m aproximadamente de altura e cada uma de suas pontas apontava para um dos estados, já que este é o ponto de divisa entre MG, RJ e SP.
Foi anoitecendo e o frio começou a doer os ossos..armamos a barraca atrás de um tufo de capim gigante e os 4 na barraca novamente. Conversamos um tempo do lado de fora da barraca com os vizinhos de acampamento, tomamos alguns goles de cachaça para dar uma esquentada no couro e apagamos... ou tentamos, pois foi a noite mais fria... -1cº.
4º Dia
Acordamos as 6h para ver o amanhecer e como ja imaginávamos, o céu limpinho e as barracas todas cobertas por uma fina camada de gelo...show!!! Fechamos com chave de ouro o acampamento.
Depois de receber toda a energia do sol, tomamos o café ou melhor, um nescau quentinho... dos deuses! E 7h estávamos partindo. O dia mais tranquilo de todos, assim como os outros, passamos por subidas e descidas, porém mais leves nosso primeiro objetivo do dia era o morro Alto dos Ivos, a vista muito boa, dizem que da para acampar por lá, mas é muito aberto, imagina o frio ou em um dia de muito vento? Descendo lentamente a trilha por causa do Leo que havia torcido o tornozelo antes dos Três Picos, começamos a nos preocupar , pois havíamos combinado com a Michelle para nos buscar de carro por volta de 14h na garganta e estávamos achando que não íamos. Nos despedimos e aceleramos nosso passo... Marcelo já estava bem descansado e nos acompanhou na boa,com tanta descida íngreme a trilha começava a fechar e ficar mais plana... porém quando dava indícios que íamos chegar, naaadaa!!! Chegamos na entrada da fazenda e pegamos a direita...com a trilha já marcada por pneus de carro e bem larga, estávamos na expectativa de acabar logo com isso... o sol estava de rachar, logo-logo passamos por abrigos, terra, batida...muita descida e o que estava perto parecia uma eternidade... passamos pelo portão de entrada da fazenda... estrada de pedra ... e finalmente a estrada...finalmente!!!!!
Ao chegarmos na estrada nos deparamos que não era a garganta do registro... estávamos em outro trecho da mesma estrada BR-354. No final mas deu tudo certo.
Nada melhor de comer um pastel quentinho com coca-cola bem gelada depois de comer somente sopão e barras de cereal por 4 dias...kkkkk



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